sábado, novembro 06, 2010
Comer, rezar e amar
Teve a passagem pela India, que poderia ter sido mais aprofundada, em todo caso, foi uma bela tentativa.
Confesso que agora quero ver se o livro salva a patria do filme, então serei mais uma alma a procurar nas pratileiras da Cultura. Na verdade quero ler, com meus próprios olhos se é verdade que alguém encontrou na vida um homem gato, sensível, inteligente, que sabe cozinhar, que criou os filhos para a mulher trabalhar, que, segundo dão a entender, ficou 10 anos sem transar porque ainda estava sofrendo o abandono, e que logo de cara oferece uma relação para se contruir pelo resto da vida...
Olha, se isso for verdade, acho que meu projeto será juntar dinheiro para viajar até Bali, quem sabe, o reduto dos brasileiros descentes, esteja lá.
quinta-feira, outubro 21, 2010
Em defesa do Parque da Água Branca
sexta-feira, outubro 15, 2010
Casé - Como toca esse rapaz!
Para ir esquentando os tamborins (ou saxofones, rs), conheça o projeto neste blog http://saxofonistacase.blogspot.com/
sexta-feira, agosto 20, 2010
O Revelando vem aí, e muda de casa
Adeus às escapadelas para almoçar um prato caipira no meio da semana, tal vez nem consiga chegar o ficar até o final da noite dos tambores... Será que vai rolar a noite dos tambores?
Não conheço o Parque Vila Guilherme, mas já vem com um porém, longe do metrô, longe do centro, longe do local que albergou durante 13 anos, o Revelando São Paulo. Uma pena.
Lembro muito bem quando o encontro se resumía a umas poucas barracas de artesanato, apresentações no bambuzal e uma fogueira acolhedora na casa de pau-a-pique que se estendia noite adentro com batuques, danças, cafezinho quente e outras bebidinhas típicas. Poucos, porém muito bem recebidos grupos convidados de outras cidades e muito, muito trabalho voluntário. Nessas épocas (e corro o risco de parecer uma vô falando assim) eu frequentava a sede do Abaçaí Cultura e Arte no Parque da Agua Branca. Desde então o amor por aquele parque foi aumentando. Aprendi muita coisa boa lá, dançar e tocar xucalho de maracatú, batuques de umbigada, meus primeiros passinhos de samba de Côco, de roda. Participei de uma verdadeira marchinha de carnaval! Aprendi a fazer paçoca no pilão, batucar, e amar, amar, o folclore brasileiro.
O Revelando foi crescendo, acrescentaram palcos, stands, comidas, mais espaços do parque, mais grupos convidados, programação de semana inteira, até começar a ser esperado pelos milhares de pessoas que o frequentam durante os dias de ativivades. Agora ele foi removido de casa, espero tenham um bom motivo e não seja parte do plano de desmatamento do Parque da Agua Branca. Esta materia no Blog do Nassif me alertou, e cruzando com a mudança... Pulga atrás da orelha!
quinta-feira, agosto 05, 2010
A natureza da dependência
Texto de Peggy O'Mara, Editora da revista Mothering (Maternagem) www.mothering.com Tradução de Mario Quilici, psicanalista
Recentemente, conversei com uma amiga que teve seu primeiro bebê há seis meses. Essa amiga comentou que iria começar a dar a mamadeira para seu bebê de forma que ele pudesse ter comida sempre que desejasse. O que eu realmente pude sentir foi que ela acreditava que poderia, através disso, ensinar seu bebê a ser mais independente e que, por isso, talvez sentisse que a dependência de sua criança fosse causada por uma deficiência dela. Nota-se que minha amiga partilha das concepções erradas que existem atualmente de que a dependência é ruim e a independência é algo que pode ser ensinado. Mas aí existe um engano. A independência é uma condição que surge da própria relação da criança com a dependência.
Nós temos um preconceito cultural muito grande em relação à dependência. Qualquer emoção ou comportamento que indique fraqueza, representa dependência. Isto fica evidente na maneira como nós forçamos nossas crianças a realizarem coisas que estão além de seus limites pessoais. Com isso, estamos afirmando que os padrões externos são mais importantes que a experiência interna da criança. Fazemos isso quando desmamamos nossas crianças em vez de confiar e acreditar que elas possam fazer isso por sua própria conta e na hora certa; quando nós insistimos que nossas crianças se sentem à mesa e comam toda a comida só porque achamos que o alimento que escolhemos é mais saudável e eficiente, em vez de confiarmos que eles comerão bem comendo o que está de acordo com o apetite deles; e quando nós os treinamos para a higiene numa idade muito precoce em vez de confiar que eles aprenderão usar o banheiro quando eles estiverem neurologicamente prontos.
Quando nós, que somos pais, assumimos que sabemos o que é melhor para nossas crianças no que diz respeito à experiência interna deles, e que somos nós que temos que lhes mostrar quando e como realizar determinadas tarefas características do desenvolvimento humano básico, nós os ensinamos que os padrões externos são mais importantes e mais precisos do que os que eles sentem e pensam.
Dois estudos científicos recentes refletem este preconceito cultural que despreza a fraqueza e a dependência das crianças. Um dos estudos comparou crianças que iam ser e estavam no colo de suas mães e crianças que foram vacinadas sem a presença de suas mães. As crianças que foram vacinados na ausência de suas mães choraram muito menos. De posse desses dados, os investigadores concluíram que seria melhor que os pediatras desencorajarem a presença das mães durante vacinação porque as crianças poderiam controlar melhor suas reações às injeções na ausência delas. Obviamente, os investigadores deste estudo foram parciais no que diz respeito às expressões emocionais e acreditaram que a expressão emocional das crianças sob tensão era uma forma de fraqueza.
Minha experiência é bem diferente. Eu notei que meus quatro filhos comportam-se de formas diferentes quando nós estamos em viagens ou estamos longe de casa. Nas viagens, eles controlam bem coisas, se dão bem entre si, e aceitam horas irregulares de sono ou mudanças na alimentação, mas ao voltar para casa é que as coisas mudam. Em casa eles brigam, choram e brincam. Eu acredito que esse é um comportamento normal para pessoas de todas as idades. É comum que as pessoas se unam quando enfrentam uma situação estressante ou então, isolem-se e mesmo briguem quando estão em território seguro. Para uma criança, o território seguro é a casa, a mãe, ou o pai.
ntão, era perfeitamente normal para aquelas crianças que iam ser vacinadas, chorassem sob a tensão da experiência, na presença de suas mães. A presença das mães dava-lhes liberdade e confiança para que chorassem. A conclusão deste estudo poderia ser: Que é melhor que as mães das crianças estejam presentes quando as crianças forem vacinadas. Assim elas podem controlar melhor a sua experiência de sentir medo, expressando-o.
Um estudo administrado por Margaret Burchinal da Universidade de Carolina do Norte em Chapell Hill, e publicado em fevereiro 1987 na Psychology Today, compararam crianças jovens que foram cuidadas em casa por suas mães desde o nascimento, com outras crianças que haviam ficado em creches desde a tenra infância. Este estudo concluiu que as crianças criadas fora de casa pareciam menos inseguras do que aquelas que haviam ficado em casa com suas mães. Poderíamos discutir que o que "parece" ser insegurança é uma avaliação subjetiva que não tem bases cientificas. Minha experiência diz que a insegurança é uma resposta absolutamente "apropriada" e normal. As crianças jovens são especialmente sensíveis a pessoas novas em seu ambiente, e esta sensibilidade muda na medida em que seu ambiente se altera. Por exemplo, cada um de meus filhos relaciona-se de forma diferente com estranhos. Esta diferença está diretamente ligada com quantas pessoas nós encontramos fora de nossa casa. Meu quarto filho, que cresceu fazendo contato com muitas pessoas que trabalhavam comigo na revista, às vezes parece uma criança mais segura do que minha primeira filha, que foi criada num ambiente rural, onde vivia mais isolada.
As pessoas que estudam animais lhe dirão que bebês animais, conhecidos por sua curiosidade, são mais cautelosos que curiosos. Seria a precaução ou a cautela consideradas uma forma de insegurança? Às vezes agimos como se desejássemos que nossas crianças "surgissem do útero", completamente socializadas, e não aceitamos as experiências que elas têm com o mundo e nem suas personalidades individuais. Mas é simplesmente o passar do tempo que desenvolve a socialização. Não há como apressar isso sem causar problemas.
Quando rejeitamos as expressões de fragilidade da criança – comportamento que nós também rejeitamos em adultos - nós criamos uma guerra dentro delas. Em primeiro lugar, nós estabelecemos um padrão arbitrário de comportamento que pretende determinar o que é melhor para que eles possam construir a própria experiência. Por outro lado, nós lhes ensinamos o hábito de rejeitar respostas imediatas e afetivas em favor da razão e do intelecto.
Foi só recentemente que eu comecei a aprender a aceitar as emoções mais "frágeis" de meus filhos. Quando minha primeira filha (agora com 12 anos) era um bebê, eu ficava assustada cada vez que ela se feria. Eu corria para acudi-la porque eu achava que aquela era uma experiência terrível com qual ela não tinha condições de lidar. Minha resposta exagerada ensinou minha filha a acreditar que se ferir era uma experiência terrível e insuportável. Já com meu quarto filho eu agi diferente. Quando se fere, ele faz um tremendo barulho. Mas eu não corro ou fico em pânico. Eu não tento fixar nele idéias ou sentimentos que são meus. Ele grita e corre, e eu tive que me treinar para deixa-lo se arranjar. A aceitando sua resposta emocionalmente rica, e tratando o dano que ele sofreu com carinho e sem indiferença, observei que sua reação emocional "extrema" normalmente é curta. Quando ele pode sofrer sua realidade emocional completa, ele logo fica livre para abandona-lá e entrar em contato com outras realidades que vão surgindo nos momentos seguintes.
Certamente, algum controle de nossos impulsos internos é necessário na medida em que vivemos como seres sociais. É através desse tipo de controle que nós aprendemos o que é um comportamento socialmente aceitável, como por exemplo usar um banheiro, comer com uma colher, e vestir determinadas roupas. Mas quando este controle da experiência interna pelo intelecto torna-se moralista em vez de ser socializada e prática, quando fica muito extremada, ou quando nós insistimos constantemente em fazer nossos filhos a acreditar que nós sabemos o que é melhor para eles, nós lhes roubamos o direito inato e essencial da auto-regulação.
A criança que cresce com essa falta de senso de auto-regulação, desconfiada de si própria e de sua própria experiência interna, pode se tornar um adulto vitimado por hábitos ruins. Quando eu olho à minha volta e vejo a maioria das pessoas lutando com comportamentos compulsivos - comendo demais, sendo excessivamente responsáveis, fumando cigarros, tomando drogas, se matando de trabalhar, se embebedando com álcool ou que vivem em busca de um guru - tentando de algum modo achar a perfeição fora de si próprio ou tentando se esforçar obsessivamente para encontrar a "perfeição". Eu acredito que estas compulsões e hábitos têm suas origens nas repressões aparentemente bem planejadas da infância. Uma criança a quem é ensinado exercitar o controle se utilizando de padrões externos, cria uma divisão interna que gera conflitos entre o que é imediatamente experimentado e o que se supõe que poderia ser. Aprende a acreditar que há um modo perfeito de ser.
Nossa função como pais, é entender e honrar a natureza de dependência na criança. Dependência, insegurança e fraqueza são estados naturais para a criança. A bem da verdade, estes são estados naturais para todos nós, mas para as crianças - as crianças especialmente jovens - são condições predominantes. E eles serão superados. Da mesma maneira que nós deixamos de engatinhar e começamos a andar, deixamos de balbuciar e começamos a falar, passamos da condição assexuada da infância para a sexualidade da adolescência, nós atingimos nosso fins. Como humanos, nós nos movemos da fraqueza para a força. Nós passamos da incerteza ao domínio. Enquanto nós nos recusarmos a reconhecer as fases que vem antes do domínio, estaremos ensinamos para nossas crianças a odiar e desconfiar de sua própria fraqueza, e os introduzimos numa vida cheia de tentativas de reintegrar as suas personalidades.
Eu não posso deixar de insistir na importância de confiar em nossos filhos; de confiar inteiramente neles. Ao aceitarmos as fraquezas deles como também as suas forças, suas emoções feias como também as suas emoções bonitas, os seus desastres, como também os seus triunfos, a dependência deles como também a sua independência, estaremos lhes dando um presente para uma vida inteira. Eles serão pessoas inteiras que não estarão em conflito consigo mesmo e, o que é mais importante, não estarão em guerra com outros.
É da natureza da criança ser dependente, e é da natureza da dependência ser superada. Odiar a dependência porque ela não é independência é o mesmo que odiar o inverno porque ele não é a primavera. A dependência vai florescer em independência a seu próprio tempo.
Permitida a divulgação e veiculação, desde que citada a fonte: http://www.slingando.com
quarta-feira, agosto 04, 2010
Carta Aberta da Parto do Princípio
A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.
Transcrição realizada através da cópia das legendas do vídeo disponível em: http://joseserra. psdb.org. br/noticias/ serra-sabe- fazer-e-faz (a partir do minuto 4:10 do vídeo de 10 minutos)
[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.
A mensagem do vídeo pode ser comumente entendida como agendamento do parto, assim como são agendadas as cesarianas tão frequentes nos setores suplementar e privado de assistência à saúde brasileiros. Apesar de muitas mulheres desejarem escolher a via de parto de seus filhos (parto normal ou cesariana), induzir e subentender que marcar a data do parto seria um benefício contradiz totalmente com o que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, e Pelo Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.
Ao contrário do que é sugerido pelo vídeo, no setor público as mulheres não escolhem a via de parto, sendo esta uma decisão baseada em indicações clínicas que tornem necessária uma intervenção cirúrgica. As evidências científicas indicam que a realização de uma cirurgia desnecessária aumenta os riscos de morbi-mortalidade materna e neonatal.
Outra interpretação possível da mensagem é de que haveria possibilidadede reservar vaga em hospital antecipadamente. Porém, o Programa Mãe Paulistana não contempla tal procedimento, de acordo com as informações disponibilizadas pela própria Prefeitura de São Paulo. O que existe é uma Central de Regulação que presta apoio quando há falta de vagas.
Diante dessa mensagem cujas duas possíveis interpretações carecem de fundamento, faz-se necessária e urgente retificação da mensagem transmitida com nota de esclarecimento sobre os benefícios do parto normal.
Solicitamos também que seja dada a devida publicidade a que o programa efetivamente propõe. Esse, sim, seria o compromisso do candidato com o que é melhor para a saúde das mulheres e seus bebês.
Vale lembrar que, em todo o Brasil, as gestantes tem direito à no mínimo seis consultas de pré-natal pelo SUS.
E na cidade de São Paulo, o vale transporte e a garantia de vagas nos leitos dos hospitais públicos municipais e conveniados com o SUS são direitos das gestantes desde 2001 (Lei Municipal nº 13.211 de São Paulo aprovada e sancionada por Marta Suplicy).
Caso o candidato considere necessário expor sobre assuntos referentes à assistência à gestante durante sua gestão, sugerimos citar a Lei Estadual 13.069 de 2008 do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos serviços de saúde informar sobre o direito à presença do acompanhante no parto. Apesar de até hoje não estar sendo cumprida por muitos hospitais do Estado de São Paulo, é uma lei que foi promulgada durante sua gestão.
Aproveitamos para salientar que também as Leis Estadual (Lei Estadual nº 10.241 de 1999) e Federal (Lei Federal nº 11.108 de 2005) do Acompanhante no Parto continuam sendo desrespeitadas em muitos hospitais públicos e particulares do Estado de São Paulo.
Gostaríamos ainda de saber qual foi a intenção da menção de que é "Tudo de graça" quando sabemos que se trata de direitos garantidos por lei e assistência pública à saúde. Desde 1988, com a promulgação da Constituição da República, a saúde é direito de todos e dever do Estado, financiada por tributos para os quais a população inteira contribui. Não é de graça, pagamos por isso.
O Brasil não pode mais permitir propaganda enganosa.
Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
Uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação parto e nascimento. (www.partodoprincipio.com.br)
Mais informações, acesse:
Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
http://portal. saude.gov. br/portal/ saude/profission al/visualizar_ texto.cfm? idtxt=32350& janela=1
Programa Mãe Paulistana
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/programas/index.php?p=5657
Parto Normal: mais segurança para a mãe e o bebê
http://portal. saude.gov. br/saude/ visualizar_ texto.cfm? idtxt=20911
sexta-feira, julho 23, 2010
Horóscopo Mamífero...
Sempre me identifico no Blog das Mamiferas, as vezes tem post´s que fogem da minha realidade, outros radiciais demais (rs), mas geralmente me sinto contemplada. Realmente este horóscopo mamífero, que foge do padrão do blog que é intercâmbio de situações da vida do universo maternidade, está pra lá de acertado e merece ficar aqui, entre os meus retalhos, fazer o que.
Mamífera Escorpiana
Se você for mamífera ou não, mas quizer dar uma espiada no sei horóscopo, o post completo está aqui! ;)
Amig@s vão...
Mas falando dos amigos, finalmente a estou internalizando a frase: "Sentir lo humano en el otro, es sentir la vida del otro en un hermoso multicolor arco iris, que más se aleja en la medida en que quiero detener, atrapar, arrebatar su expresión. Tu te alejas y yo me reconforto si es que contribuí a cortar tus cadenas, a superar tu dolor y sufrimiento." (Acerca de lo humano, Silo, 1983)
quarta-feira, junho 30, 2010
Pequenos momentos
E ele "TE MA-MO, MU-TO".
Sim, pensei: tu me mamas, yo te amo.
quinta-feira, junho 24, 2010
Waleiska 30 anos!
quarta-feira, junho 23, 2010
Um friuzinho esquentadô
segunda-feira, junho 21, 2010
À beira mar...
Lembram que falei que adoraria estar no Enam 2010 aqui? Então... este vídeo só me fez suspirar de não ter ido... Mas pra próxima, estaremos lá! Espero que para dar o depoimento que contra toda corrente, consegui manter a amamentação até mais de dois anos!
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 10, 2010
PLAGIO: A PRAÇA É NOSSA. OBAAAAAAAAA!

O Investimento será de R$10,00 pagos na entrada, nessa fase de implantações, a casa não disponibiliza dos serviço de cobrança via cartões, por hora será apenas em dinheiro e o consumo pago no ato, assim como também por hora um happy our com pista, logo mais, balada a noite toda e com todos os serviços em funcionamento.
Então, se joga, curta, observe e participe conosco em mais uma empreitada, em mais um espaço alternativo na Praça Roosevelt, cenário de teatros e que passa a abrigar o projeto Final de Tarde, DJ e Pista.
Ai, que vontades!

Oi eu aqui travéz!

terça-feira, outubro 06, 2009
Condicionamentos II
Casal de lésbicas, felizes com seu casal de gêmeos, enfrentando a briga para registrá-los em nome de ambasEu sei! virei a chata ativista do movimento mãe independente, mas este assunto volta a tona agora, 8 meses depois de maternagem.
Maternidade muda MESMO a vida da gente, fichas vão, fichas caem, mudam gostos, prioridades principalmente, aparecem os sufocos, económicos, emocionais. Um sem fim de novidades que nem sempre estamos fortemente preparados para enfrentar. Nunca estamos até que aparecem e nos viramos!
Me ajudou muito participar das rodas de conversa do Grupo de Pós Parto do GAMA. Fui poucas vezes, pela distância, horario e preguiça mesmo que aparece na vida de quem se vira sozinha em casa com um bebê. Porém foram muito boas para ter parâmetros de como é a maternagem num lar tradicional. Fora a quantidades de dicas e métodos que intercambiamos e testamos com as mamis para ir construindo juntas nossa maternagem, sem falar na bebezada linda e risonha alimentada a amor e leitinho da mamãe. Realmente muitas saudades do grupo de pós... ainda prometo dar um drible no meu serviço e volto lá! A lista das Maternas é meu suporte diário de experiências e modelos. E o pediatra então! O Cacá é a fonte de sabiduria e tranquilidade em pessoa! ele consegue transmitir sossego no meio do Ai, meu deus! e ainda te faz dar uma risada. É preciso e sabe muuuuuuuuuito do que faz, aprendo a baldes!
Mas voltando ao assunto se virar e ao lar tradicional, cada vez que passo por um sufoco, dificuldade, noites de choro, grana que aperta, carinho que falta, NUNCA, MAS NUNCA MESMO, penso em ligar para o dono do espermatozoide como solução para algumas dessas situações ou outras. Nesse sentido, por fim, saiu melhor a emenda do que o soneto. Muito melhor ele ter desaparecido. Claro que eu não seria tão sem noção de ter ido engravidar num banco de esperma anonimo dadas as circunstancias trabalhistas, monetárias, etc. Teria construído, ou tentado construir uma situação económica melhor para PENSAR em fazer isso. Não esperava ter que me virar de uma hora para outra como aconteceu... mas rolou, me virei e continuo virándo-me. Não estou literalmente sozinha na empreitada, tenho o carinho e colaboração do time de tias e tios que realmente são nota mil.
Mesmo assim, as vezes bate um desamparo, uma vontade de viver em comunidade, familia. Passar a noites sozinha com o Esteban chorando de dor de sei lá ou qué, ou febre é foda. Sinto falta mesmo, naquelas horas apavoradoras, é de uma mãe. Daquelas bem carinhosas como lembro a minha. Que me diga que não é nada, que vai passar... que descanse um pouco, que seguro a onda e te acordo para dar de mamar. Mas, estou me virando.
Voltando aos lares tradicionalmente formados, infelizmente nem todos são felizes. Muitas mulheres tem, além de virarse sozinhas com os bebês, cuidar também das roupas, comidas do marido e do resto da casa. Como se não bastase, os pais mesmo não colaborando, se acham no direito de questionar e intervir em situações que atrapalham à mulher em relação à criança. Fazem barulho na hora do bebê dormir, criticam amamentação, e doideiras do estilo. Poucos são os maridos/pais que seguram a onda ombro no ombro, na Ilíade da criação. Meu salve a eles no desejo de que aumente a espêcie!
Nesse sentido me sinto uma privilegiada, não tenho quem me ajude no noite a noite, mas muito menos quem me atrapalhe!!! Mas uma coisa me revolta e aí que vem o tema dos condicionamentos... Por que as pessoas não se conformam da decisão de não procurar o dono do esperma? por qual motivo podem achar que esse sujeito poderia ajudar se nunca se interesou? Por que uma decisão que nos protege de situações de brigas e violência pode ser considerada de orgulho? Qual a revolta de que meu filho seja registrado apenas por mim se sou, por fim a única responsavel, mesmo pela sua existência?...
Se eu tivesse abandonado ele (meu bebê) depois do nascimento (no caso nós fomos antes), as pessoas se preocupariam tanto pela importancia da mãe? Por que então, tão importante um pai? um pai qualquer? E se eu fosse lesbica e o "pai" do meu filho fosse uma companheira?
A sociedade muda mas continuam existindo os fortes condicionamentos morais, religiosos, etc. etc... Mas já existem novos modelos, chamados de alternativos, porqe no se "encaixam" nos já formados a miles de anos. O importante, qualquer seja o tipo de lar onde nasceu é que o bebê vida rodiado de carinho, proteção, aconchego, principalmente amor. E de isso, temos a baldes.
Em rlação ao futuro, prefiro que seja o proprio Esteban que decida. Por enquanto ajuda é bemvinda, condicionamentos.... já temos tantos nesta vida!
sexta-feira, junho 19, 2009
Pelo direito às Casas de Parto
Regulamentadas em 1999 pelo Ministério da Saúde, as Casas de Parto, ou Centros de Parto Normal, são "unidades de saúde que prestam atendimento humanizado e de qualidade exclusivamente ao parto normal sem distócias". Ou seja, são lugares onde, pelo SUS, a mulher com gravidez de baixo risco tem suas vontades respeitadas ao parir.Quem já se sentiu violentada por um parto normal cheio de intervenções ou por um corte de cesariana desnecessárea entende o que quero dizer com vontades respeitadas. É ser compreendida e amparada como indivíduo - que não funciona como ditam os livros -, é poder encontrar a posição ideal para suportar uma contração, comer ou beber se desejar, ter a companhia que escolher, ouvir música, não ouvir conversas paralelas, não usar roupas, ou se agasalhar como quiser. É ser protagonista do grande evento fisiológico para qual seu corpo se preparou por meses. É fazer seu parto, em vez de esperar que alguém o faça, e mesmo assim ter assistência.
Na maioria das Casas de Parto a assistência é dada por enfermeiras obstetrizes, também chamadas de parteiras profissionais. Elas estão preparadas para lidar com emergências, o que inclui encaminhar para um médico em tempo hábil quando necessário. E - mais importante que na exceção - na regra, estão prontas para ouvir, acalmar, sustentar. "Pra parir a gente precisa de segurança, tranquilidade e carinho e isso tive de uma obstetriz", me disse Mariana Lettis, amiga querida que pariu o Esteban na Casa de Parto de Sapopemba depois de 17 horas de trabalho de parto. Dificilmente um médico tradicional esperaria tanto tempo para um nascimento. O mais provável é que, com desculpa de falta de dilatação, bebê alto, bacia pequena ou cordão enrolado no pescoço saberíamos de outra desnecesárea.
Mas apesar de fantásticas, as Casas de Parto são bastante perseguidas por aqueles que consideram o parto um ato médico. Essa semana, a única Casa do Rio de Janeiro foi arbitrariamente fechada e só reaberta depois de protestos. Telefonei para a Casa de Parto de Sapopemba, a única com atividade constante em São Paulo, e a obstetriz me informou tristemente que foi proibida de dar entrevistas. Proibida? Sim! Proibida de dar entrevistas, de relizar encontros com grupos de gestantes ou promover qualquer atividade que divulgue o trabalho realizado na Casa.
Reproduzo aqui a provocação da parteira profissional Ana Cristina Duarte, por quem tive a sorte de ser assistida no parto: "A verdade seja dita, se as mulheres saudáveis começarem a ter seus bebês com enfermeiras obstetrizes, em clínicas simples e casas de parto, a exemplo do que acontece na maioria dos países de primeiro mundo, o que será dessa gigantesca indústria das cesarianas, dos hospitais cinco estrelas, dos cirurgiões e seus consultórios? Como sustentar esse setor lucrativo da economia?"
Se você também repudia o que está acontecendo nas Casas de Parto, assine o abaixo assinado promovido pela ONG Parto do Princípio e esteja atento.
* Bianca Santana para o Blog Pé de Manga
quinta-feira, junho 11, 2009
E a minha vida mudou...
Me propôs fazer este post para registrar a mudança mais radical e adorável da minha vida. A passagem do solteirismo faceiro pra maternidade faceira!
Sobre como transcorreu a gravidez e os porquês das coisas já escrevi num outro post. Tal vez seja bom comentar que desde os 24 foi que decidi que queria ser mãe e que não esperaria o príncipe azul chegar para isso, com o tempo fui definindo que preferiria que fosse antes do 35 para não correr riscos desnecessários e poder escolher com tranquilidade se ia querer outro filho. Mas vamos lá.
Chegadas as 39 semanas, a minha torcida era por chegar e/ou ultrapassar a DPP (data prevista pro parto) que era 25 de janeiro, porque a Mariel iria me acompanhar no parto e ate essa ata estava trabalhando num evento que a limitava no tempo que poderia permanecer comigo. Já estava de licencia maternidade porque precisava ainda terminar de arrumar o apertamento (escrevi bem, é apertado mesmo, aqui...rsrs mas sabem que estou achando ótimo? Tudo fica perto para atender o baby.) pra grande chegada do Luis Esteban. Era uma quarta-feira, dia 21 de janeiro, quando fui almoçar com a Div's e, ao ir ao xixi-room às 14h30, descobri que tinha começado a perder o famoso tampão. Mas fiquei quieta e também tentei me acalmar, não queria dizer nada ainda, e não quis alarmar ninguém. Decidi continuar meu dia como tinha planejado. Depois de tudo poderia se passar uma semana ainda.
Fui comprar jujubas para as lembrancinhas que faltavam, voltei para casa, continuei com as arrumações, fui para casa da Carine e depois, para casa da Ana, e para a reunião do núcleo do Almeida (boteco de algumas quartas-feiras, com amigos, que continuei acompanhando tomando suquinho de laranja e comendo muito peixe assado!). Cheguei em casa mais da meia noite. Tudo tranquilo e continuava a secreção.
Fui deitar e, como sempre o Esteban se mexia pracas (sempre até às 3 da matina), então resolvi vir para o micro e combinei com Irineu pelo googletalk, de ir pro lançamento do livro dele no dia seguinte, quinta-feira às 20hs, já que tinha se passado mais um dia e nada de TP, me despedi e fui “dormir”. Lá pelas 3hs, na trigésima vez que fui fazer xixí, o tal de tampão saiu inteiro na minha mão... Bom, não siginifica nada, pensei e voltei pra cama.
Às 3h20 uma dor forte pracas me assusta quando tentava dormir. Resolvi ligar pra Mariel e deixar ela de sobre aviso, por sorte ainda estava acordada no serviço (na Campus Party) e me disse que poderia vir e , se for falso alarme, tudo bem. Mas melhor ficar perto. Então voltei deitar para ir descansando, sabia que devia descansar e comer para encarar o trabalho de parto, mas não tinha fome e muito menos sono. Cinco minutos depois o telefone toca e mais umas dessas dores na barriga me ataca, “Puta que o pario, meu!!!” tudo o que consegui falar, e ela “qual o numero do teu predio? Estou indo pra aí”. Nesse tempo liguei pra Casa de Parto, e a Marciana disse que era para só chegar lá quando estiver com 3 contrações, cada 10 minutos, durante uma hora, de pelo menos um minuto cada contração, (inda bem que anotei isso porque até agora não lembro direito). Cada vez que uma dor vinha, com celular na mão, olhava a hora e anotava num papel e contava, um -Puta merda! Dois, aí mi diós! E por aí seguindo, para ter noção de quanto tempo duravam. Quando a Mariel chegou, checou as anotações, esperamos mais um tempo para deixar chegar na hora, ligou para casa de Parto e disseram para ir, devagar, tranquilas, mas podem ir chegado. Ao parecer (eu já não batia bem os pinos com as dores) estavam nesse trem.
Liguei pra Frineia, minha amigona e vizinha com carro, primeira na lista dos disponíveis pra me levarem, Fri, eu disse, Luis Esteban chamando .“Ai, meu deus!” Ela disse e, em 10 minutos chegou em casa.
Lá fomos as três, no meio da madrugada pra Casa de Parto. No viaduto que ia pra zona leste tinha acontecido uma batida de carro e estava interditado pela CET. O quadro, eu de quatro na parte de trás do carro respirando nas contrações, e a Fri discutindo com o cara da CET para que abram uma franja para a gente passar . Depois de nos perder um pouquinho, chegamos 5h30, em Sapopemba, eu morria de vontades de fazer xixi, fui no intervalo das contrações e quando saí,veio junto com uma contração fortona, uma água escorrendo.
A Rose, parteira da casa, me examinou olhando com um instrumento com luz, e falou 1,30cm de dilatação e bolsa rompida, internação. Ai, ai!!! 1cm apenas!!! e eu já querendo vomitar!!! o cardiotoco deu normal, o Esteban estava com 146 batimentos por minuto, um lindo.
Lá fomos nós pro quarto, e daí para a frente pouca coisa me lembro. Para poder escrever este relato tive que voltar ao prontuario e a conversar com as meninas e parteira para reconstruir. Sei que ofereceram café da manhã, mas comi algo e vomitei, sei que fui pro chuveiro com bola, de lá pra banheira de hidro, daí pro chuveiro de novo. Me sentia frustrada de não conseguir agachar, travar pela dor, sentir tanto medo da dor. Eu que achava que dançando como dançava, fazendo Yoga e tendo a elasticidade que tenho ia ser fácil, travei, travei, e travei! Eu achava românticos os relatos de parto que tinha lido, e não tinha reparado no lance de doer pra car...
Em algum momento, lá pelas 13hs, vieram fazer o toque e constataram 4cm apenas! E disseram que precisaria de ocitocina, choraminguei mas explicaram que não podia ficar ai muito tempo com a bolsa rota e o bebé ainda estava alto (e estava mesmo!). Aceitei, mesmo assim confesso que não percebi diferença no volume de dor...rs Continuava doendo pracas! A Mariel precisava ir embora e o mundo caiu, mas ela me disse que a Fri voltava, e com código de cavaleria juntamos as cabeças e nos despedimos pensando que tudo ia sair bem.
Daí para frente sei que cochilei entre uma contração e outra e sonhava que estava numa praia de coqueiros, que estava no Fórum Social em Belém e isso tudo nos 2 minutos de sossego entre dor e outra. A Fri tinha voltado do serviço e me lembrava “respira, Yoga, respira” e eu não mandei ela pra nenhum lugar como ela esperava. Alguns amigos que passaram por lá para saber a quantas estava a coisa, ouviam meus gritos e lamentações em portunhol.
Um delírio que tive, causado pelas dores, acontecia cada vez que a assistente vinha escutar o coraçãozinho do Esteban e ele mantinha os mesmos sossegados 146 batimentos, eu ouvia a música do Tim Maia tocar em algúm lugar“Numa reláx, numa tranquila, numa boa!”
Trocando o turno das parteiras a Yukie veio para me dar um ánimo, me fazendo parar com essa cantarola de vou morrer e me abraçando muito para conseguir agachar, me fazendo massagens nas lombares, me ajudando a tentar fazer força, pedindo pra doce Tereza (assistente da casa) botar musiquinha broxante para me acalmar. Ai! Como queria a bateria do Ilú naquela hora para me dar ánimo!
Em algúm momento a Edina e o Márcio passaram por lá, Edina entrou e pude ver a cara de susto ao me ver pelada, descabelada, e desvairando... Não lembro em que momento ela foi embora.
Lá elas 18hs (segundo o prontuario) mais um toque, 7 cm!!! uma luz no fim do túnel já não sabia quantos vômitos, descabelamentos, cocós, pedidos de cesáreas meus, anestesias, tinham acontecido na jornada toda. Sentia vontade de fazer força e a Ykie falava que tinha que sair e tricotar para não fazer intervenções, mesmo assim tentou me ajudar a ficar de cócoras para o Esteban descer. Sei que me deram plasil e glicose, duas vezes.
Bom, só consegui fazer força na cama, costas encostadas, barrinhas aos lados. Lá estava eu cagando e não andando, e empurrando, e dor vinha, mas já não me abalava mais. Até que a Fri foi aprontar a máquina de fotos, a Yukie saiú da sala e veio de avental branco, mas uma parteira chegou também, a Luz se apagou e se acendeu um abajur, uma mesinha foi aproximada da cama e pensei, agora sim, né? Uma nova energia me invadiu, e lá fui eu orientada a fazer força sem comprometer a garganta. E a Fri disse “Estou vendo algo sim, Mariii!!”. Meninas, nessa hora não lembrei de espelho, de nada, só queria era parir!!!
A outa parteira fez umas “arrumações” na minha barriga (Elly me explicou depois que é manobra de Crysteller) Mas não me incomodou, nada me incomodava mais naquela hora. Senti o círculo de fogo (meu deus!! é um verdadeiro fogareú, hein!!!) e não consegui brecar uma força, que a Yukie pediu e que me custou uma laceraçãozinha, mas o Esteban saiu disparado! 20 horas em ponto! (horário do lançamento do livro do Irineu!! rsrs)

De zoião aberto e soltando uma bela cagada, veio para minha barriga. Fiquei imediatamente recuperada de todos os sustos e dores! Puxei ele pra mim e, de um cabeçazo tipo Marlon Brando no “Ultimo tango em Sapopemba” como disse Ana Cris, ele pegou no meu peito e mamamos felizes para sempre! Nasceu o Esteban, nasci como mãe, nasceram todos como tios, pais, avós... A Yukie me fez sentir o cordão pulsando enquanto ele mamava... foi muita emoção!

Nisso tudo, o Felipe, super amigão, pai de coração do Esteban, chegou durante o expulsivo mas só deixei entrar para cortar o cordão quuando parou de pulsar. Depois a Carine e o Renato que estavam esperando, e trouxeram comidinhas, puderam entrar para ver o pequeno. Quando todo mundo foi embora e o pequeno durmiu, vieram me pegar para me dar banho, aí tentei descer da cama de um pulo, e tudo obscureceu!!! Me reanimaram com soro, e me trazeram a comida. Sangrei muuito, mas me recuperei dias depois. No dia seguinte a Elly, super materna mãe do caetano, veio nos visitar logo antes de que nos deram de alta. E fez a primeira foto que tive de nós dois. As da Fri consegui pegar beeem depois já que ela é andarilha e trabalhadeira que só!!!

Quero agradecer a todos os que são responsáveis pelo Esteban, ele é a construção coletiva mais amada. Sem todo o apoio e o carinho cotidiano não seriamos tão felizes.
Quero também agradecer a Bianca que colocou no meu caminho às maternas, o GAMA, a Ana Cris, o Cacá. Pessoas que trabalham pela humanização do parto, pelo desenvolvimento dos pimpolhos, que me abriram os olhos para uma realidade que precisa ser mudada, e que são fonte de inspiração para mais uma mudança na minha vida, me aguardem!
sábado, fevereiro 28, 2009
A vida em semanas

Estou com meu pequerrucho nos braços, ele nasceu com 39 semanas e meia de gestação.
Nunca consegui entender direito esse lance das semanas durante todo o processo da gravidez. Teve momentos nos quais foi muito fácil acompanhá-las, outros em que perdi realmente a conta e, no final então, meus cálculos eram diferentes aos feitos pelos obstetras porém, por fim, acabou dando na mesma! Luis Esteban resolveu nascer no dia 22 de janeiro de 2009 às 20 horas em ponto. “Um aquariano nascendo em horário pontual? Só podia ser com ascendente em virgem!” - Exclamou tia Fri num email enviado a todos com a boa nova.
O certo é que nunca antes minha vida tinha sido pautada em semanas até agora. E acho também, que será uma fase que chegará ao fim quando o Esteban complete um mês.
Confesso que não curti a gravidez de cabo a rabo, as primeiras semanas padeci incertezas, indecisões mil, nervosismo, decepções... em fim, depressão. Fiquei preocupada também, porque não tinha plano de saúde -Olha que absurdo! foi depois que descobri que para gestantes é até melhor nem ter plano. Porque os GO (Ginecologistas Obstetras) dos convênios, fazem mil tipos de procedimentos invasivos durante a gestação, indicam ultrasonografias até demais da conta e, vivem enganando as futuras mães com o conto do tão desejado parto normal, para depois enrolar elas numa cesária desnecessária, vé se pode isso!? Porém, quando resolvi que ia encarar e ter finalmente, meu primeiro filhote, todo passou a ser contabilizado em semanas, e cada etapa, ou trimestre, trouxe um monte de aprendizados e atenções diferentes.
Bom, para dar o veredito final em relação a continuar a gravidez, era necessario saber que tudo estava bem com o bebê, para isso pedi pra minha GO do começo, Dra. Vânia, me indicar algum dos exames que servem para descobrir síndromes
Muito me ajudou acompanhar o site Vida no Ventre da National Geografic, oportunamente indicado pela dinda Mariel, que também indicou e me inscribi para receber os boletins gratuitos da revista Crescer. Graças a Bianca, mãe do foférrimo Lucas, conheci também GAMA e a lista das Maternas-SP, Grupo de Apóio à Maternidade Ativa, onde se encontram mulheres e profisionais que procuram e apóiam o parto humanizado, Ana Cris é parteira de lá e moderadora da lista na qual continuarei participando, depois de tudo, não é apenas para gestantes. Sem dúvidas, as melhores referências se tratando dos encantos de maternar.
Nas semanas consideradas de primeiro trimestre, também tive a sorte de ter muitos desejos de frutas, que não gostava de comer antes, o que rendeu muitas vitaminas pro Esteban. É especificamente o trimestre (todos tem importância) mais importante para cuidar da alimentação, tudo está
Já no segundo trimestre a barriga começou aparecer de verdade, algumas mães com alimentação super saudável não usam complexos vitamínicos, eu escolhi tomar. A minha vida sempre foi hiper ativa, uma alimentação saudável não bastava apenas pra mim, muito menos com o Esteban
Da semana numero 28 à 39, todo foi muito corrido. Tinha um monte de serviço pra fazer, trabalhando mais horas das que esperava, a casa ainda era um caos, e a barriga começando pesar. Também se retomaram os ensaios do Bloco Ilú Oba de Min, onde participei na dança durante toda a gestação, e os finais de semana eram destinados a eles. O complexo vitamínico foi de vital importância, quando parava de tomar me dava rinites. Quase tinha uma comunicação com o Esteban, sabia que ele gostava quando eu dançava, ele era inquieto às noites, ele estremecia quando acariciava a barriga. Também neste período começou a preocuparme a questão do parto, tinha que ser natural, meu bebê já estava contribuindo para isso, ficando em posição cefálica (de cabeça para baixo) desde o quarto mês. Comecei a ler um monte de relatos de parto e comecei a temer pelos procedimentos hospitalares, ocitocina, epsiotomia (corte feito no períneo, muitas vezes desnecesário) e pela famigerada cesária, desnecesária dos planos de saúde. Esta última nem tanto porque tive a vantagem de não ter um. Ouvi falar na Casa do Parto de Sapopemba, é longe! Mas também fiquei sabendo que não é tão rápido assim que acontece um parto e que temos horas para poder chegar. E foi lá que meu rebento chegou! Mas por esse relato vocês vão esperar mais umas semanas. Agora preciso ir dar de mamar!






