Mostrando postagens com marcador Amamentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amamentação. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, julho 27, 2011
Dia do pediatra
Já que estou tirando a poeira daqui, quero homenagear ao nosso querido pediatra, o Cacá. Sem dúvidas, o melhor presente que o Esteban e eu, recebemos.
Escolher um pediatra não é nada fácil pelo que aprendi neste anos todos. Ele precisa comprender o "jeito" que você escolheu para criação do seu filho e te apoiar. E nisso tivemos sorte, neste caso, foi ele que nos escolheu. Depois da primeira consulta na nossa casa, que foi presente de nossos queridos amigos, a familia Samadeu-Santana, ele mesmo que nos deu de presente a segunda, e a terceira até que fizemos um "bem volado" à brasileira, e continuamos até hoje.
Nas listas e grupos de discussões sobre assuntos referentes à maternidade, na internet, encontro muitos casos mães preocupada com pediatras que, diante do mínimo deslocamento dentro do gráfico de crescimento de um bebé, sem atender aos fatores saúde, desenvolvimento e outros, receitam leite artificial sem nenhum receio de prejudicar a amamentação. Ou então os tantos que esquecem as recomendações da OMS e promovem o demame antes dos dois anos de idade.
Por nada disso tivemos que passar. O Esteban mamou exclusivamente até os seis meses e mama até hoje, sendo que come super bem tudo o que passe pela frente, infelizmente nem sempre saudáveis, mas na maioria das vezes alimentos frescos, como frutas e verduras.
Temos um pediatra que nos acompanha passo a passo no desenvolvimento, nos brinda seu apoio e confiança para a amamentação acontecer e, de quebra, foi ele que se preocupou com a recuperação de uma gripe viral que tive e nos fez assustar a todos, no ano passado.
Meu muito obrigado ao nosso querido Cacá, nosso pediatra de cabeceira.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Dependências e inquisição
Cada vez fico mais irratada quando surge o que denomino de Interrogatório da Inquisição Psicológica, o típico “mas como ainda mama?”
Quando estou de bom humor, costumo responder coisas do tipo: Ainda temos muito caminho por mamar! É, somos tarados por teta! E por aí vai... Agora, quando estou cansada, de mal humor, ou o interlocutor já fez essa pergunta várias vezes no último ano, fico calada. Não por aprovação, mas porque considero desnecessário brigar com uma pessoa quando nenhuma das duas vai mudar de parecer, porque daí eu poderia magoar com respostas do tipo: mamará até quando EU decida ou ELE decida deixar de mamar, ta bom pra você?
Confesso, me violentam as inquisições! O mesmo ocorre com o quesito Cama Compartilhada. Sou mãe de produção independente com uma grande cama, onde eu e o meu bebê cabemos folgados nos dias de calor e mais juntinhos nas noites mais frias. Se ele acorda na madrugada? É só esticar o braço, dar umas palmadas e se não volta a dormir, puxar ele pro peito e em 2 min se vira de costas e voltamos a dormir sossegados, sem nenhum dos dois ter acordado por completo. Quem pratica sabe que a cama compartilahda sabe como é pratico, nẽ?
Mas infelizmente tem muita gente que enxerga que essas práticas podem acarretar sei lá quais complicações. Que gera dependência na criança, que o bebê não cresce até não largar o peito, que acorda de noite só porque mama e dorme na mesma cama. Podem existir linhas da psicologia que defendam que o bebê, assim que nasce, tenha que ser distanciado da mãe, na sua cama, no seu quarto e que deve mamar apenas por seis meses. Mas, me desculpem doutores, ou melhor, dão licença? Estou na contramãos dessas teorias que criaram aos atuais profissionais que tratam os seres humanos como mercadoria e aos políticos que não apoiam a licença maternidade de 180 dias.
Uma vez, num encontro humanista, conheci uma moça, Maria, que estava dando de mamar ao seu pequeno que tinha algo mais de dois anos. Me proximei dela exclamando, que legal! Até quando vocês irão mamar? E ela me respondeu muito segura de si: “me programei para amamentar até os três anos, mais ou menos”. Lógico que nossa relação foi de amor a primeira vista, e que o papo que se seguiu foi de uma maternagem humanista danada, e que lamento profudamente o esporádico dos encontros por causa da geografia. Quando reencontrei, o filhote dela já estava com mais de três anos e desmamado. Foi dificil? Perguntei. “Qué nada! Foi de comum acordo!” Ela disse. Pra mim, são um belo modelo.
Tenho vários amig@s que relatam que mamaram até 3, 4 e 5 anos. Tod@s tem em comum o profundo agradecimento às suas mães pela saúde de ferro que hoje gozam. Quase tod@s compartilharam cama também com seus pais e/ou irmãos. Atualmente todos adultos independentes, que moram em outras casas, cidades, estados ou países. Ninguém ficou preso ao ninho ou não cresceu. “Compartilhar a cama é compartilhar carinho, não vejo onde o amor possa fazer mal” declara uma dessas pessoas.
Minha fonte inspiradora foram os belos relatos que lí no blog Mamíferas, vocês podem escolher alguns deles fazendo click aqui. Desmames naturais, sem traumas, de deixar a alma leve e o coração contente.
Encarei o desafio de desmamar o meu pequeo no tempo que seja certo para nós dois. Depois de tudo, a gente cria os filhos pro mundo, nẽ? Eles devem se sentir seguros, fortes e amados para encará-lo, para transformá-lo, e ter sempre um porto seguro afetivo para os momentos difíceis. Eu curto meu filho mamando, e daí? Somos felizes, isso está errado? Ele tem apenas dois aninhos! Passa tão rapido! Logo mais será um homem grande... e como disse a professora dele da creche: “que continue assim para se tornar um grande homem” (será que meu filho tem algúm problema de dependência? rs).
Se ele sair à mamãe, que já com meus 16 anos saí da casa paterna para morar sozinha, e que com 22 mudei de país, visitando o meu pai, com sorte, uma vez ao ano. Ou então se acontecer como a minha mãe que não me viu crescer, e que não sei ao certo, até quanto tempo mamei, ou como foi pra ela se tornar mãe e nos educar. Se eu partir antes dele ser um adolescente? Não posso deixar momentos por viver, ninguém os viverá por mim. E faço sempre o melhor que posso pelo meu gurí.
Por último, se os meus peitos pudessem falar para responder aos inquisidores, sem dúvida iriam parafrasear a Chico Buarque “tem só dois anos e o leite está quente/deixa o menino com a gente/ deixa o menino contente/ deixa o menino mamar, em paz!”
quarta-feira, agosto 04, 2010
Carta Aberta da Parto do Princípio
Necessidade Urgente de Retificação do Programa Eleitoral do Candidato José Serra
A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.
Transcrição realizada através da cópia das legendas do vídeo disponível em: http://joseserra. psdb.org. br/noticias/ serra-sabe- fazer-e-faz (a partir do minuto 4:10 do vídeo de 10 minutos)
[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.
A mensagem do vídeo pode ser comumente entendida como agendamento do parto, assim como são agendadas as cesarianas tão frequentes nos setores suplementar e privado de assistência à saúde brasileiros. Apesar de muitas mulheres desejarem escolher a via de parto de seus filhos (parto normal ou cesariana), induzir e subentender que marcar a data do parto seria um benefício contradiz totalmente com o que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, e Pelo Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.
Ao contrário do que é sugerido pelo vídeo, no setor público as mulheres não escolhem a via de parto, sendo esta uma decisão baseada em indicações clínicas que tornem necessária uma intervenção cirúrgica. As evidências científicas indicam que a realização de uma cirurgia desnecessária aumenta os riscos de morbi-mortalidade materna e neonatal.
Outra interpretação possível da mensagem é de que haveria possibilidadede reservar vaga em hospital antecipadamente. Porém, o Programa Mãe Paulistana não contempla tal procedimento, de acordo com as informações disponibilizadas pela própria Prefeitura de São Paulo. O que existe é uma Central de Regulação que presta apoio quando há falta de vagas.
Diante dessa mensagem cujas duas possíveis interpretações carecem de fundamento, faz-se necessária e urgente retificação da mensagem transmitida com nota de esclarecimento sobre os benefícios do parto normal.
Solicitamos também que seja dada a devida publicidade a que o programa efetivamente propõe. Esse, sim, seria o compromisso do candidato com o que é melhor para a saúde das mulheres e seus bebês.
Vale lembrar que, em todo o Brasil, as gestantes tem direito à no mínimo seis consultas de pré-natal pelo SUS.
E na cidade de São Paulo, o vale transporte e a garantia de vagas nos leitos dos hospitais públicos municipais e conveniados com o SUS são direitos das gestantes desde 2001 (Lei Municipal nº 13.211 de São Paulo aprovada e sancionada por Marta Suplicy).
Caso o candidato considere necessário expor sobre assuntos referentes à assistência à gestante durante sua gestão, sugerimos citar a Lei Estadual 13.069 de 2008 do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos serviços de saúde informar sobre o direito à presença do acompanhante no parto. Apesar de até hoje não estar sendo cumprida por muitos hospitais do Estado de São Paulo, é uma lei que foi promulgada durante sua gestão.
Aproveitamos para salientar que também as Leis Estadual (Lei Estadual nº 10.241 de 1999) e Federal (Lei Federal nº 11.108 de 2005) do Acompanhante no Parto continuam sendo desrespeitadas em muitos hospitais públicos e particulares do Estado de São Paulo.
Gostaríamos ainda de saber qual foi a intenção da menção de que é "Tudo de graça" quando sabemos que se trata de direitos garantidos por lei e assistência pública à saúde. Desde 1988, com a promulgação da Constituição da República, a saúde é direito de todos e dever do Estado, financiada por tributos para os quais a população inteira contribui. Não é de graça, pagamos por isso.
O Brasil não pode mais permitir propaganda enganosa.
Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
Uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação parto e nascimento. (www.partodoprincipio.com.br)
Mais informações, acesse:
Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
http://portal. saude.gov. br/portal/ saude/profission al/visualizar_ texto.cfm? idtxt=32350& janela=1
Programa Mãe Paulistana
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/programas/index.php?p=5657
Parto Normal: mais segurança para a mãe e o bebê
http://portal. saude.gov. br/saude/ visualizar_ texto.cfm? idtxt=20911
A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.
Transcrição realizada através da cópia das legendas do vídeo disponível em: http://joseserra. psdb.org. br/noticias/ serra-sabe- fazer-e-faz (a partir do minuto 4:10 do vídeo de 10 minutos)
[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.
A mensagem do vídeo pode ser comumente entendida como agendamento do parto, assim como são agendadas as cesarianas tão frequentes nos setores suplementar e privado de assistência à saúde brasileiros. Apesar de muitas mulheres desejarem escolher a via de parto de seus filhos (parto normal ou cesariana), induzir e subentender que marcar a data do parto seria um benefício contradiz totalmente com o que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, e Pelo Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.
Ao contrário do que é sugerido pelo vídeo, no setor público as mulheres não escolhem a via de parto, sendo esta uma decisão baseada em indicações clínicas que tornem necessária uma intervenção cirúrgica. As evidências científicas indicam que a realização de uma cirurgia desnecessária aumenta os riscos de morbi-mortalidade materna e neonatal.
Outra interpretação possível da mensagem é de que haveria possibilidadede reservar vaga em hospital antecipadamente. Porém, o Programa Mãe Paulistana não contempla tal procedimento, de acordo com as informações disponibilizadas pela própria Prefeitura de São Paulo. O que existe é uma Central de Regulação que presta apoio quando há falta de vagas.
Diante dessa mensagem cujas duas possíveis interpretações carecem de fundamento, faz-se necessária e urgente retificação da mensagem transmitida com nota de esclarecimento sobre os benefícios do parto normal.
Solicitamos também que seja dada a devida publicidade a que o programa efetivamente propõe. Esse, sim, seria o compromisso do candidato com o que é melhor para a saúde das mulheres e seus bebês.
Vale lembrar que, em todo o Brasil, as gestantes tem direito à no mínimo seis consultas de pré-natal pelo SUS.
E na cidade de São Paulo, o vale transporte e a garantia de vagas nos leitos dos hospitais públicos municipais e conveniados com o SUS são direitos das gestantes desde 2001 (Lei Municipal nº 13.211 de São Paulo aprovada e sancionada por Marta Suplicy).
Caso o candidato considere necessário expor sobre assuntos referentes à assistência à gestante durante sua gestão, sugerimos citar a Lei Estadual 13.069 de 2008 do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos serviços de saúde informar sobre o direito à presença do acompanhante no parto. Apesar de até hoje não estar sendo cumprida por muitos hospitais do Estado de São Paulo, é uma lei que foi promulgada durante sua gestão.
Aproveitamos para salientar que também as Leis Estadual (Lei Estadual nº 10.241 de 1999) e Federal (Lei Federal nº 11.108 de 2005) do Acompanhante no Parto continuam sendo desrespeitadas em muitos hospitais públicos e particulares do Estado de São Paulo.
Gostaríamos ainda de saber qual foi a intenção da menção de que é "Tudo de graça" quando sabemos que se trata de direitos garantidos por lei e assistência pública à saúde. Desde 1988, com a promulgação da Constituição da República, a saúde é direito de todos e dever do Estado, financiada por tributos para os quais a população inteira contribui. Não é de graça, pagamos por isso.
O Brasil não pode mais permitir propaganda enganosa.
Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa
Uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação parto e nascimento. (www.partodoprincipio.com.br)
Mais informações, acesse:
Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal
http://portal. saude.gov. br/portal/ saude/profission al/visualizar_ texto.cfm? idtxt=32350& janela=1
Programa Mãe Paulistana
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/programas/index.php?p=5657
Parto Normal: mais segurança para a mãe e o bebê
http://portal. saude.gov. br/saude/ visualizar_ texto.cfm? idtxt=20911
quarta-feira, junho 30, 2010
Pequenos momentos
De noite, tentando fazer o pequeno, grande conversador dormir: La mamá te ama mucho. TE A-MO MU-CHO.
E ele "TE MA-MO, MU-TO".
Sim, pensei: tu me mamas, yo te amo.
E ele "TE MA-MO, MU-TO".
Sim, pensei: tu me mamas, yo te amo.
segunda-feira, junho 21, 2010
À beira mar...
Lembram que falei que adoraria estar no Enam 2010 aqui? Então... este vídeo só me fez suspirar de não ter ido... Mas pra próxima, estaremos lá! Espero que para dar o depoimento que contra toda corrente, consegui manter a amamentação até mais de dois anos!
quinta-feira, junho 10, 2010
Ai, que vontades!

Está rolando em Santos, a todo vapor o XI ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno), estou com uma vontade danada de ir, mas a logística com o pequeno, sem carro e sem muitos recuros, é complicado... mas a programação é basta, e vai até sábado. Quem estiver por perto, ou possa dar um pulo por lá, aproveite! o pedi do Esteban participará de uma mesa sobre desmame, pode saber mais aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)
