Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ativismo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, outubro 21, 2010

Em defesa do Parque da Água Branca



No próximo sábado, dia 23 de outubro, as 10h.será realizada mas uma reunião do Movimento em Defesa do Parque da Água Branca. Or organizadores convocaram  a presença do Promotor de Justiça, dr. Washington Luis Lincon de Assis, da Promotoria de Meio Ambiente do MP de SP.
Nesta reunião serão informados e debatidos os resultados das medidas jurídicas, próximos eventos e mobilização.

SOS Parque da Água Branca.
sábado, 23 de outubro de 2010.
das 10 as 12h
ponto de encontro - Casa do Caboclo (estamos aguardando a confirmação do local que solicitamos para a administração do Parque).

sexta-feira, agosto 20, 2010

O Revelando vem aí, e muda de casa

Clique na imagem para ampliar


Adeus às escapadelas para almoçar um prato caipira no meio da semana, tal vez nem consiga chegar o ficar até o final da noite dos tambores... Será que vai rolar a noite dos tambores?
Não conheço o Parque Vila Guilherme, mas já vem com um porém, longe do metrô, longe do centro, longe do local que albergou durante 13 anos, o Revelando São Paulo. Uma pena.


Lembro muito bem quando o encontro se resumía a umas poucas barracas de artesanato, apresentações no bambuzal e uma fogueira acolhedora na casa de pau-a-pique que se estendia noite adentro com batuques, danças, cafezinho quente e outras bebidinhas típicas. Poucos, porém muito bem recebidos grupos convidados de outras cidades e muito, muito trabalho voluntário. Nessas épocas (e corro o risco de parecer uma vô falando assim) eu frequentava a sede do Abaçaí Cultura e Arte no Parque da Agua Branca. Desde então o amor por aquele parque foi aumentando. Aprendi muita coisa boa lá, dançar e tocar xucalho de maracatú, batuques de umbigada, meus primeiros passinhos de samba de Côco, de roda. Participei de uma verdadeira marchinha de carnaval! Aprendi a fazer paçoca no pilão, batucar, e amar, amar, o folclore brasileiro.


O Revelando foi crescendo, acrescentaram palcos, stands, comidas, mais espaços do parque, mais grupos convidados, programação de semana inteira, até começar a ser esperado pelos milhares de pessoas que o frequentam durante os dias de ativivades. Agora ele foi removido de casa, espero tenham um bom motivo e não seja parte do plano de desmatamento do Parque da Agua Branca. Esta materia no Blog do Nassif me alertou, e cruzando com a mudança... Pulga atrás da orelha!

quarta-feira, agosto 04, 2010

Carta Aberta da Parto do Princípio

Necessidade Urgente de Retificação do Programa Eleitoral do Candidato José Serra

A Parto do Princípio Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, entende como propaganda enganosa o trecho do vídeo do Programa Eleitoral do Candidato José Serra exibido em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 17 de junho de 2010.

Transcrição realizada através da cópia das legendas do vídeo disponível em:  http://joseserra. psdb.org. br/noticias/ serra-sabe- fazer-e-faz (a partir do minuto 4:10 do vídeo de 10 minutos)

[...] E olha só o que ele fez pras futuras mamães: [...] O Programa Mãe Paulistana. Seis consultas de pré-natal, vale transporte, parto em hospital marcado com antecedência. Tudo de graça.

A mensagem do vídeo pode ser comumente entendida como agendamento do parto, assim como são agendadas as cesarianas tão frequentes nos setores suplementar e privado de assistência à saúde brasileiros. Apesar de muitas mulheres desejarem escolher a via de parto de seus filhos (parto normal ou cesariana), induzir e subentender que marcar a data do parto seria um benefício contradiz totalmente com o que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde, pelo Ministério da Saúde, e Pelo Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.

Ao contrário do que é sugerido pelo vídeo, no setor público as mulheres não escolhem a via de parto, sendo esta uma decisão baseada em indicações clínicas que tornem necessária uma intervenção cirúrgica. As evidências científicas indicam que a realização de uma cirurgia desnecessária aumenta os riscos de morbi-mortalidade materna e neonatal.

Outra interpretação possível da mensagem é de que haveria possibilidadede reservar vaga em hospital antecipadamente. Porém, o Programa Mãe Paulistana não contempla tal procedimento, de acordo com as informações disponibilizadas pela própria Prefeitura de São Paulo. O que existe é uma Central de Regulação que presta apoio quando há falta de vagas.

Diante dessa mensagem cujas duas possíveis interpretações carecem de fundamento, faz-se necessária e urgente retificação da mensagem transmitida com nota de esclarecimento sobre os benefícios do parto normal.

Solicitamos também que seja dada a devida publicidade a que o programa efetivamente propõe. Esse, sim, seria o compromisso do candidato com o que é melhor para a saúde das mulheres e seus bebês.

Vale lembrar que, em todo o Brasil, as gestantes tem direito à no mínimo seis consultas de pré-natal pelo SUS.

E na cidade de São Paulo, o vale transporte e a garantia de vagas nos leitos dos hospitais públicos municipais e conveniados com o SUS são direitos das gestantes desde 2001 (Lei Municipal nº 13.211 de São Paulo aprovada e sancionada por Marta Suplicy).
Caso o candidato considere necessário expor sobre assuntos referentes à assistência à gestante durante sua gestão, sugerimos citar a Lei Estadual 13.069 de 2008 do Estado de São Paulo, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos serviços de saúde informar sobre o direito à presença do acompanhante no parto. Apesar de até hoje não estar sendo cumprida por muitos hospitais do Estado de São Paulo, é uma lei que foi promulgada durante sua gestão.

Aproveitamos para salientar que também as Leis Estadual (Lei Estadual nº 10.241 de 1999) e Federal (Lei Federal nº 11.108 de 2005) do Acompanhante no Parto continuam sendo desrespeitadas em muitos hospitais públicos e particulares do Estado de São Paulo.

Gostaríamos ainda de saber qual foi a intenção da menção de que é "Tudo de graça" quando sabemos que se trata de direitos garantidos por lei e assistência pública à saúde. Desde 1988, com a promulgação da Constituição da República, a saúde é direito de todos e dever do Estado, financiada por tributos para os quais a população inteira contribui. Não é de graça, pagamos por isso.

O Brasil não pode mais permitir propaganda enganosa.


Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa

Uma rede nacional, com mais de 100 mulheres por todo o Brasil, que luta para que toda mulher possa ter uma maternidade consciente e ativa através de informação adequada e embasada cientificamente sobre gestação parto e nascimento. (www.partodoprincipio.com.br)

Mais informações, acesse:

Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal

http://portal. saude.gov. br/portal/ saude/profission al/visualizar_ texto.cfm? idtxt=32350& janela=1

Programa Mãe Paulistana

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/programas/index.php?p=5657

Parto Normal: mais segurança para a mãe e o bebê

http://portal. saude.gov. br/saude/ visualizar_ texto.cfm? idtxt=20911

quarta-feira, junho 23, 2010

Um friuzinho esquentadô

Clique na imagem para ampliar

Depois das chuvas que alagaram quase toda a cidade, e que varreram quase 80% dos imóveis tombados.

Depois de  que, praticamente 9.000 pessoas da cidade de 10.500 habitantes foram afetadas pelos alagamentos e, ao menos 5.000 não tinham como voltar para casa.

Ainda enfrentando um processo de reconstrução que conta com a solidariedade de muitos, São Luiz do Paraitinga não pára, e continua agitando a tradição cultural da cidade. 

"Estivemos com nosso grupo de cavalo marinho lá na Festa do Divino deste ano (sempre emocionante) e sentimos que o que eles mais querem (e precisam) é que os amigos e amantes da cidade voltem a visitá-la. "  Chamou Ana Célia, compa do Ilú. 

Infelizmente com o pequeno não consigo me programar, a não ser que pintem bem-vindas caronas, mas vai uma super dica para curtir a Temporada de Inverno a todo vapor que os saoluizenses fazem com todo carinho.

segunda-feira, junho 21, 2010

À beira mar...




Lembram que falei que adoraria estar no Enam 2010 aqui? Então... este vídeo só me fez suspirar de não ter ido... Mas pra próxima, estaremos lá! Espero que para dar o depoimento que contra toda corrente, consegui manter a amamentação até mais de dois anos!

quinta-feira, junho 10, 2010

Ai, que vontades!

Está rolando em Santos, a todo vapor o XI ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno), estou com uma vontade danada de ir, mas a logística com o pequeno, sem carro e sem muitos recuros, é complicado... mas a programação é basta, e vai até sábado. Quem estiver por perto, ou possa dar um pulo por lá, aproveite! o pedi do Esteban participará de uma mesa sobre desmame, pode saber mais aqui.

sexta-feira, junho 19, 2009

Pelo direito às Casas de Parto

Regulamentadas em 1999 pelo Ministério da Saúde, as Casas de Parto, ou Centros de Parto Normal, são "unidades de saúde que prestam atendimento humanizado e de qualidade exclusivamente ao parto normal sem distócias". Ou seja, são lugares onde, pelo SUS, a mulher com gravidez de baixo risco tem suas vontades respeitadas ao parir.

Quem já se sentiu violentada por um parto normal cheio de intervenções ou por um corte de cesariana desnecessárea entende o que quero dizer com vontades respeitadas. É ser compreendida e amparada como indivíduo - que não funciona como ditam os livros -, é poder encontrar a posição ideal para suportar uma contração, comer ou beber se desejar, ter a companhia que escolher, ouvir música, não ouvir conversas paralelas, não usar roupas, ou se agasalhar como quiser. É ser protagonista do grande evento fisiológico para qual seu corpo se preparou por meses. É fazer seu parto, em vez de esperar que alguém o faça, e mesmo assim ter assistência.

Na maioria das Casas de Parto a assistência é dada por enfermeiras obstetrizes, também chamadas de parteiras profissionais. Elas estão preparadas para lidar com emergências, o que inclui encaminhar para um médico em tempo hábil quando necessário. E - mais importante que na exceção - na regra, estão prontas para ouvir, acalmar, sustentar. "Pra parir a gente precisa de segurança, tranquilidade e carinho e isso tive de uma obstetriz", me disse Mariana Lettis, amiga querida que pariu o Esteban na Casa de Parto de Sapopemba depois de 17 horas de trabalho de parto. Dificilmente um médico tradicional esperaria tanto tempo para um nascimento. O mais provável é que, com desculpa de falta de dilatação, bebê alto, bacia pequena ou cordão enrolado no pescoço saberíamos de outra desnecesárea.

Mas apesar de fantásticas, as Casas de Parto são bastante perseguidas por aqueles que consideram o parto um ato médico. Essa semana, a única Casa do Rio de Janeiro foi arbitrariamente fechada e só reaberta depois de protestos. Telefonei para a Casa de Parto de Sapopemba, a única com atividade constante em São Paulo, e a obstetriz me informou tristemente que foi proibida de dar entrevistas. Proibida? Sim! Proibida de dar entrevistas, de relizar encontros com grupos de gestantes ou promover qualquer atividade que divulgue o trabalho realizado na Casa.

Reproduzo aqui a provocação da parteira profissional Ana Cristina Duarte, por quem tive a sorte de ser assistida no parto: "A verdade seja dita, se as mulheres saudáveis começarem a ter seus bebês com enfermeiras obstetrizes, em clínicas simples e casas de parto, a exemplo do que acontece na maioria dos países de primeiro mundo, o que será dessa gigantesca indústria das cesarianas, dos hospitais cinco estrelas, dos cirurgiões e seus consultórios? Como sustentar esse setor lucrativo da economia?"

Se você também repudia o que está acontecendo nas Casas de Parto, assine o abaixo assinado promovido pela ONG Parto do Princípio e esteja atento.

* Bianca Santana para o Blog Pé de Manga